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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

E agora meu filho quer ser independente na hora de escolher roupas oque faço?


O que fazer quando seu filho quer escolher a própria roupa


Saiba o melhor jeito de lidar - sem estresse - com essa fase da criança, que marca o começo de novas decisões

Drielle Sá

  shutterstock
Você está se preparando para sair quando seu filho aparece na sala usando uma roupa que ele mesmo escolheu para o passeio. O problema é que ele resolveu combinar camiseta de manga comprida com shorts e botas de caubói. O que fazer nesse momento? 

Pedir para que volte já para o quarto e troque a roupa não é a melhor opção, afinal é muito importante deixar a criança escolher suas próprias roupas. Isso a ajuda a conhecer e expressar seus gostos pessoais. Em geral, elas começam a esboçar essa curiosidade já com 4 anos de idade, mas antes dos 6 ainda pode ser difícil para o seu filho entender que usar sandálias no inverno não é a opção mais adequada. Aí entra o papel dos pais. 

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"O interesse das crianças deve ser estimulado sempre que possível, o que incentiva sua independência. Mas os pais devem participar das decisões dos filhos, orientando e dando limites para que eles não estendam essa responsabilidade para outras situações", diz Sulivan Garcia, psicólogo do Hospital São Camilo (SP). Perguntar se a criança gosta de uma roupa antes de vesti-la, deixar que seu filho dê palpites e debater com ele a possibilidade de fazer outro tipo de combinação pode ajudá-lo a desenvolver melhor a capacidade de saber quais as peças mais adequadas para cada ocasião. 

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Outra dica para ajudar as escolhas do seu filho é organizar uma gaveta com roupas para cada estação do ano, por exemplo. Isso vai fazer com que ele tenha de decidir entre as peças que estão disponíveis. E é importante sempre ter roupas de cores variadas para a criança começar a perceber do que gosta mais. 
Ele sempre repete a mesma roupa? 

Você já deve ter se deparado também com essa situação. Por mais opções que existam no guarda-roupa da criança, ela cisma com uma camiseta, uma fantasia, uma bermuda velha. Esse comportamento pode ter várias explicações. "Em geral, todas têm a ver com identificação: com um membro da família de que ela goste muito, com um super-herói que ela vê como um protetor ou mesmo por se identificar com a pessoa que lhe deu a roupa de presente", afirma Sulivan. O importante é você conversar com o seu filho e incentivá-lo a fazer outras escolhas na hora de sair.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Quais os danos que o crack pode causar em um adolescente


EFEITOS E CONSEQUÊNCIAS

CRIANÇA E ADOLESCENTE

Crianças e adolescentes que fazem uso contínuo de crack podem ter o desenvolvimento cerebral comprometido, com impacto direto na capacidade cognitiva, ou seja, na maneira como o cérebro percebe, aprende, pensa e recorda as informações captadas pelos cinco sentidos. Assim, é comum que usuários da droga apresentem dificuldades de aprendizado, raciocínio, memória, concentração e solução de problemas, o que afeta o progresso acadêmico, o comportamento e a frequência escolar. “Eles tendem a ter histórias de prejuízo no desempenho educacional, possuem menor probabilidade de ter um emprego formal na vida adulta e maiores índices de envolvimento criminal do que usuários de cocaína em pó”, afirma Felix Kessler, psiquiatra da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Ilustração subjetiva retratando os principais impactos do uso da droga
Crédito da imagem: Portal Brasil
Usuários crônicos que estão em fase de desenvolvimento ainda podem apresentar distúrbios de conduta, transtornos afetivos e alimentares, além de transtornos ansiosos como fobia social e quadros de estresse. Sintomas do Transtorno de Deficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) são frequentes em usuários de substâncias psicoativas, como o crack, assim como problemas de autonomia e habilidade para estabelecer relações interpessoais.
Por não terem meios próprios para conseguir dinheiro, crianças e adolescentes também estão mais suscetíveis a adotarem atitudes de risco para comprar a droga, sendo submetidos à exploração sexual comercial, em relações desprotegidas.

Fiquem atentos as drogas não escolhe raça,classe social,e chega lentamente e destroem vidas.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Saiba os setes passos essenciais para torna a separação menos traumática para os filhos


A maneira como pai e mãe enfrentam a separação pode influir de maneira negativa na vida futura dos filhos, principalmente na vida afetiva.
O que está sendo vivido no ambiente familiar ficará registrado no inconsciente da criança, independente da idade. Pense na maneira como você está se relacionando com sua esposa ou seu marido nos últimos meses ou anos. Existe alguma demonstração de carinho? Há brigas, discussões, agressões verbais ou físicas? Pode não haver nada disso, mas há indiferença, o casal não fala um com o outro? É preciso entender que tudo que acontece no ambiente familiar está sendo percebido pelos filhos e esses podem daqui alguns anos repetirem exatamente o que estão vivenciando, pois será a referência que irão ter do que seja um relacionamento afetivo.

Há muitas dúvidas se devem ou não falar para os filhos sobre a separação. Algumas mães tendem a dizer que o pai está viajando a negócios, ou dar alguma justificativa, porém muito distante da realidade, acreditando assim evitar fazê-los sofrer. Negar o que se passa e mais ainda, o que se sente, pode gerar muitas sequelas. Pior ainda é dar espaço para que a criança saiba por outra pessoa sobre a separação dos pais, o que poderá provocar a sensação de ter sido traída, perdendo toda a confiança nos pais. Com certeza os filhos têm o direito de saber e o melhor caminho é sempre a verdade. O impacto gerado pela separação dos pais, se for bem conduzida, pode ser menos grave que as consequências produzidas por uma família em conflitos.
O passo-a-passo:

1º) Como contar aos filhos


Ao conversar com os filhos sobre a separação é importante lembrar-se de algumas regras básicas:

- explicar o motivo da separação;

- informar quando e como será;

- explicar o que acontecerá com eles, ouvindo sempre seus desejos;

- ouvir todos seus sentimentos, dúvidas e medos e tranquilizá-los;

- reforçar o fato de que o casal está se separando, mas que continuam sendo pai e mãe;

- lembrar-lhes sempre o quanto são amados.

2º) Qual o momento certo para falar com os filhos? 


Depois da decisão ser definitiva e assumida pelo casal. Isso porque em muitos casos, ambos ou um dos pais pode desejar compartilhar suas angústias com os filhos e dizer-lhe sobre a separação e, depois de alguns dias a decisão não é tomada, a rotina se instala e nada mais é comunicado à criança, causando um desgaste desnecessário.

3º) Quem deve contar aos filhos? 

É indicado que a conversa seja feita por ambos os pais e com todos os filhos para evitar que cada um receba a notícia de maneira diferente. Se cada um resolver falar separadamente com os filhos é preciso tomar o cuidado para não acusar o outro que está ausente, seja xingando ou desabafando toda sua ira.

4º) Qual o melhor lugar para essa conversa? 

O melhor lugar para essa conversa é a própria casa, sem interrupções e com bastante tempo para que os filhos sejam ouvidos, suas dúvidas sanadas e as emoções expressas, incentivando-os a dizer tudo que pensam, porém fazendo com que sintam acima de tudo que são amados. Conversar fora de casa também pode ser uma opção, mas nem sempre os filhos se sentirão à vontade para expor seus sentimentos. Algumas vezes, ao receberem a notícia da separação, aceitam sem reação alguma, mas com o passar dos dias poderão surgir reações inesperadas como queda no rendimento escolar, agressividade, apatia, insônia, tristeza, pesadelos e até mesmo somatizações como dores de cabeça, estômago e mau funcionamento intestinal. Nem sempre a tristeza aparecerá em forma de lágrimas, mas o corpo pode chorar as lágrimas reprimidas de outras maneiras.
5º) Filhos não têm "poder" de unir ou separar o casal 
É importante deixar bem claro que os filhos não têm culpa nem poder de separar ou unir o casal. É comum as crianças menores pensarem que os pais resolveram separar-se por algo errado que elas fizeram. Quanto menores forem as crianças mais necessário se torna tranquilizá-las, evitando assim que vivenciem a separação dos pais como uma punição por alguma falta cometida. Os pais devem repetir com frequência o fato de que essa escolha não depende deles e que eles não são de forma alguma a causa da separação.

Depois da separação e dentro das possibilidades do casal é importante que seja mantido o ambiente que rodeia a criança, como escola, casa, bairro, amigos, pois isso poderá ajudá-la a dar continuidade à sua própria vida. E independente com quem fique a guarda das crianças, a presença constante por parte de quem se foi é imprescindível.

Quando os pais conseguem resolver juntos seus problemas, participando aos filhos de suas decisões, eles tendem a aceitar com mais naturalidade esse momento, lembrando que em geral, os filhos agem muitas vezes como reflexo dos pais, por isso é importante que ambos tenham muita certeza da decisão que tomaram para que possam transmitir essa segurança para os filhos que com certeza será refletida em suas vidas.

6º) Com quem deve ficar a guarda? 

Com quem tiver melhor estrutura emocional para criar as crianças. Lembre-se que acima de 12 anos elas têm o direito de escolha perante à Justiça.

7º) Já tenho outra pessoa, devo apresentar ao meu filho? 

Tudo no seu devido tempo. O mais indicado é respeitar o processo de elaboração da criança diante dessa nova situação e permitir que ela possa elaborar uma situação de cada vez. Controle sua ansiedade e espere alguns meses até que a apresentação possa ser feita de maneira natural.
Pais que amam seus filhos desejam o melhor para eles, e o mesmo acontece com os filhos, que também desejam que seus pais sejam felizes!

domingo, 29 de julho de 2012

COMO AFASTAR SEUS FILHOS DA DROGA


COMO AFASTAR SEU FILHO DAS DROGAS


Mãe nenhuma merece que esse mal se instale na família. E é possível evitá-lo.
Para saber por que a droga é um problema, é preciso conhecê-la. "Droga é qualquer substância ingerida que provoca mudança no funcionamento normal do organismo".
Apesar de ser difícil, conversar com os filhos é uma forma inteligente de protegê-los. Quando o jovem conhece os rscos, dificilmente passa por eles só para ter alguns instantes de prazer. Aprenda a lidar com esse problema e proteja sua família desse grande mal.
FALE BASTANTE COM SEU FILHO
Aprevenção deve começar desde cedo.
* ATÈ 8 ANOS
Ensine o conceito de vida saudável: boa alimentação, atividades físicas e regras respeitadas dentro de casa.
* DOS 9 AOS 11 ANOS
Comece a conversar sobre o efeito nocivo de álcool e cigarrp. Nessa idade, eles já viram familiares fumando ou "alegres" em festas.
* DOS 12 AOS 13 ANOS
Comece a falar de outras drogas. Aborde o assunto a partir de um filme ou de uma cena da novela.
* DOS 14 EM DIANTE
Convive com outros jovens, vê as drogas de perto. Diga que usar não faz bem e que voçê não aceitará que ele prejudique a própria saúde.
COMO EVITAR AS DROGAS EM CASA?
* MENTE VAZIA, OFICINA DO DIABO
Ter uma vida ociosa é um fator de risco, pois assim ele terá mais tempo para ficar na rua e se envolver com as pessoas erradas. Coloque-o no inglês, futebol, vôlei ou grupos de estudo.
* SINAL DE ALERTA
Se, de uma hora para a outra, o jovem fica agitado, ligue o alerta. Repare se ele mudou de amigos, se as notas caíram ou se ele anda estranho demais.
* TOM AMOROSO
Eventualmente, seu filho poderá conhecer alguma droga, saber qual amigo usa ou onde encontrar. Fale com ele sem usar um tom autoritário. Amorosa, voçê tem mais chance de ser ouvida e compreenda. Mostre que só quer o bem.
O QUE CADA DROGA CAUSA NO ORGANISMO
* ÁLCOOL
Primeiro, ele relaxa. Depois, embaralha a voz, deixa a visão dupla e o andar cambaleante.
* CIGARRO
É um leve estimulante, mas com alto poder de dependência.
* INALANTES (lança-perfume e cola de sapateiro)
O efeito é parecido com o álcool: primneiro, descontração, riso desenfreado. Depois, a pessoa fica cambaleante. E ainda há o perigo de provocar desmaios.
* ANFETAMINA,CRACK E COCAÍNA
Causam agitação, ansiedade e até paranoia, mania de perseguição. Dependendo da dose, a pessoa se torna agressiva. Ocrack é efeito de cocaína e tem ação é feito de cocaína e tem ação mais rápida e devastadora.
* MACONHA
Visão,paladar,olfato e tato ficam modificados. Dá uma fome louca depois do uso.
Altera os cinco sentidos da pessoa.
COMO SABER SE SEU FILHO É VICIADO
Primeiro obesrve. Repare se seu filho tem tido as seguintes características:
* Se tem hálito de álcool ou se suas roupas têm cheiro frequente de cigarro.
* Gasta muito rápido o dinheiro que cai em suas mãos, pede dinheiro dia sim, dia não, e vende coisas de casa porque precisa de dinheiro.
* Seu desempenho escolar caiu muito.
* O comportamento mudou drasticamente: era tímido e agora está ansioso. Ou o inverso.
* Não se interessa por programas em que não possa entrar em contato com as drogas, como uma reunião familiar, viagem com a avó, cinema com irmãos.
COMO SE COMPORTAR SE SEU FILHO ESTIVER VICIADO
* Evite o confronto.
* Dizer a ele que suspeita que esteja usando drogas e que quer ajudá-lo.
* Explicar que esse vício pode trazer muitas perdas:amigos, empregos,viagens.
* Procurar orientação para pais, para que voçês falem de seus medos, ansiedades e dificuldades.
*Procurar ajuda de especialistas,psicólogos e psiquiatras, e de grupos de apoio, como os Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas(CSPS ad), que são do Governo, e os Narcóticos Anônimos(NA). Voçê também pode tentar um grupo de ajuda em sua igreja. Se o caso for muito grave, busque uma clinica de reabilitação.
FONTE: Revista Ana Maria.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Como acabar com o ciume do filho mais velho

Como lidar com o ciúmes do filho mais velhoCom a notícia do segundo filho, é muito comum o primogênito começar a ter um comportamento diferenciado do que tinha até hoje. Crises de ciúmes e birras podem passar a fazer parte da rotina da família, pois a insegurança pode bater no mais velho.Ele acha que vai perder espaço na vida dospais com a chegada do bebê.
Segundo a psicóloga Elaine Bet, do Viva Centro Especialidades em Saúde, toda criança se sente ameaçada com a chegada de um bebê e isso pode ser demonstrado de diversas formas. "Algumas crianças ficam desobedientes ou fazem birra, outras se tornam agressivas com os pais ou com o bebê, outras ainda regridem no comportamento, voltando a fazer xixi na cama ou a falar como bebê", exemplifica a especialista.
Para os pais, atordoados com tantas coisas para resolver até a chegada do bebê, é difícil identificar ou relacionar a mudança do comportamento ao nascimento do irmão. Porém, é preciso estar atento e ter muita paciência.
"O diálogo é o melhor caminho nessas horas, a criança deve ser avisada da gravidez desde o primeiro momento, os pais devem explicar que a família aumentará, e que estão muito felizes com isso e a criança agora assumirá o posto de irmão mais velho", salienta a psicóloga. Os pais podem também incentivar a criança a falar de seus sentimentos, explicar que o que ela está sentindo é ciúmes, e não devem jamais ridicularizar esse sentimento.
A criança deve ser incluída em tudo que for relacionado à gravidez, se possível até comparecer às consultas, ver os ultrassons, ouvir o coração do bebê, enquanto os pais explicam que com ela também foi assim e que o novo membro da família precisará de espaço dentro de casa, de berço, roupas, entre outras coisas que um recém nascido necessita.
"Assim como o bebê que está chegando é sempre presenteado, a criança também pode ser presenteada por estar sendo promovida a filho mais velho", completa a especialista.

Após o nascimento a criança pode ser incentivada a ajudar com os cuidados ao bebê, como troca de fraldas e roupas, mamadeira, empurrar o carrinho, mas sempre com a supervisão de um adulto. A colaboração deve ser prazerosa, nunca uma obrigação.
"Se possível, acho importante tanto o pai, quanto a mãe, terem um momento do dia só de dedicação ao filho mais velho. Isso ameniza muito os ciúmes e a regressão natural que acontecem diante dessa nova fase", finaliza Elaine.
Por Carmem Sanches

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O silêncio dos adolescentes.



Os pais desejam falar com os seus filhos adolescentes e saber o que pensam, sentem e fazem, mas os jovens não falam...Isto é normal?

Os pais desejam falar com os seus filhos adolescentes e saber o que pensam, sentem e fazem, mas os jovens não falam...Isto é normal?
"Às vezes sinto que falar com uma parede é mais fácil do que arrancar uma palavra ao meu filho", diz uma mãe, que logo acrescenta: "quando responde com monossílabos sinto que tivemos uma grande conversa".
Claramente, esta é a fase do silêncio. A nova forma de comunicar-se é o silêncio ou, no melhor dos casos, as frases entrecortadas. Alguns livram-se de cair nesta etapa, mas são muito poucos. Por isso, é normal encontrar tantos pais desesperados com a indolência dos seus filhos. Tomar consciência do que se trata e de por que acontece é uma boa ajuda, pois assim é possível aprender o lado positivo, que neste caso, não é pequeno.
Durante a infância as crianças estão completamente viradas para o mundo exterior, comunicam e recebem ordens sem problemas. Mas na puberdade, e fazendo isso parte de um processo absolutamente normal, começam a ter uma maior preocupação por outros aspectos de si mesmos. No início, isto toma a forma de introversão passiva, para ir progressivamente tornando-se ativa, e caracteriza-se por:
1. O jovem desvia o interesse do mundo exterior, para se concentrar cada vez mais em si próprio.
2. Procura diferenciar-se de todo o resto e, por esse motivo, rompe com a autoridade, tanto dos pais como dos professores. Procura autonomia, o que por vezes implica um período de crítica, e lhe faz perder, por exemplo, o interesse em participar nas atividades familiares.
3. Na parte final do conhecimento, cresce a fantasia, através da qual compensa as inseguranças que experimenta no mundo real. Por isso é tão difícil falar com ele: está no seu próprio mundo.
4. No campo das amizades, afasta-se dos grandes grupos e nasce a época do melhor amigo ou amigo íntimo, sem que esteja necessariamente excluída uma intensa vida social.
A conseqüência final: uma criança isolada que se torna calada e completamente egocêntrica. O objetivo: desligar-se de tudo o que é exterior para melhor conhecer a sua interioridade e se encontrar com a sua intimidade. Precisam de um certo isolamento para pensarem e refletirem acerca de quem são, das suas novas experiências e formas de sentir o mundo.
Há uma espécie de retiro e um abandonar-se a não fazer nada; podem passar um dia inteiro fechados. Quando crescem um pouco mais, o silêncio mantém-se, mas é acompanhado de uma procura de modelos com os quais se identificam, para criarem um ideal de si mesmos.
Em resumo, a filósofa Carolina Dell Oro explica que o adolescente se apercebe de que tem algo dentro de si, e quer desenvolvê-lo. É o momento em que algo nasce, e para se descobrir precisa estar só e calado.
Resgatando o silêncio
O que é mais normal com esta atitude é que os pais percam a paciência. Mas é importante que eles tomem consciência de que se trata de um processo de conhecimento. Assim, tendo em conta certos pontos, e sabendo quais são as consequências positivas, será mais fácil compreender os anos de introversão.
Para isso a psicóloga Beatriz Zegers, explica um importante ponto de partida: ''No mundo atual, as pessoas tornaram-se mais intolerantes perante os silêncios individuais. Vivemos num ambiente que é extremamente extrovertido: tudo se fala, tudo se diz e não se respeitam os momentos de silêncio, que são fundamentais para o desenvolvimento da intimidade''. Isto não significa que o adolescente corte a comunicação verbal para sempre e não tenha mais nada para contar: também há momentos em que se envolvem, e isto é normal, mas nesta fase são menos freqüentes.
E como o silêncio é o estado normal, um segundo ponto é que: "o estar calado é também uma forma de comunicação. Dão-se informações através das palavras, mas também através do silêncio, por isso, os adolescentes estão a dizer-nos alguma coisa. Nós, os pais, devemos desenvolver a habilidade de decifrar o que está acontecendo''.
O silêncio normal nesta idade é o explicado anteriormente, quer dizer, que ele tem a ver com a procura da intimidade, é uma reflexão que se exprime com a tendência ao isolamento. Este silêncio, porém, é diferente do silêncio que é acompanhado de hostilidade, ou de problemas de relacionamento com os pais, ou de baixo rendimento escolar. ''Aqui o silêncio tem outro significado: é um problema que tem de ser solucionado ''. Quanto mais áreas este silêncio comprometa, mais preocupante é.
Se o silêncio é excessivo, pois provoca uma ruptura total com os outros, isso já é negativo.
Para uma vida melhor
O silêncio reflexivo que acontece na fase da adolescência é fundamental. Beatriz Zegers afirma: ''Sem silêncio privamo-nos da possibilidade de nos ouvirmos a nós mesmos, perdemos a capacidade de desenvolver a contemplação e a meditação ''.
De fato, uma das características próprias do ser humano é a capacidade de entrar na sua própria intimidade e, segundo Carolina Dell Oro, é precisamente na adolescência que se amadurece e solidifica o mundo interior. '' A adolescência é o principio de um crescimento qualitativo, onde nasce a consciência da própria intimidade, que é fundamental para a revelação como pessoa''.
Portanto, há que deixar de pensar que esta é uma fase obscura e crítica. Pelo contrario, é o momento mais determinante da pessoa, pois é o momento no qual, em silêncio, o indivíduo examina toda a sua infância, descobre o mundo interior e prepara a sua idade adulta de maneira a saber agir no futuro, como alguém que pensa e não porque assim fazem todos.
Carolina acrescenta: '' Uma pessoa que tem um bom mundo interior age a partir de si mesmo, com menor perigo de se deixar levar por qualquer disparate. É uma criança que, sem duvida, terá uma vida melhor ''.
Como nos entendemos?
Por muito positivo que seja tudo o que surge do silêncio reflexivo, aos pais, no dia a dia, tanta impassibilidade pode pôr-lhes os cabelos em pé, sobretudo, se dão conta de que, apesar das maiores tentativas para falar com o ''semi-mudo'', não ouvem resposta nenhuma. Para não caírem em desespero e saberem como agir, Carolina Dell Oro dá algumas recomendações chave:
1. Conhecer o processo. A primeira das chaves é tomar consciência do processo que a criança está vivendo. "Ela está num momento de ajustes, está desconcertada, não se dirige, está lenta, e ter isso em conta é fundamental para não ser violento com ela e, pelo contrario, encher-se de paciência". Além disso, é importante compreender que a atividade exterior não é a única alternativa; a atividade interior também é fundamental.
2. Estar e acompanhar. Como ação concreta, o mais recomendado é a companhia. "Acompanhar e estar aí, junto deles, é a melhor forma de comunicação. Há que evitar cair na tentação de que: como não me fala deixo-o sozinho", afirma a filósofa, que acrescenta: "é um estar presente que não implica nem falar nem ralhar, mas apenas garantir que desses pensamentos que deslumbram o adolescente se obtenham bons resultados".
3. Saber esperar. A paciência vale ouro, porque para esses resultados há que esperar um pouco, respeitando o silêncio, evitando zangar-se por não haver resposta. "Tem que se ser delicado na relação com os filhos e não os aborrecermos com perguntas e com temas sem sentido. Isso não vai resultar. O melhor é criar situações de silêncio e de contato pessoal e direto, marcando sempre o limite do que é correto e permitido". Desta maneira, uma criança que sente que a respeitam, finalmente, no fim da sua adolescência, será, sem dúvida, capaz de exprimir os seus pensamentos e combinar muito bem as duas perspectivas humanas: a intimidade e a capacidade de agrupar-se com os outros.
Quando alarmar-se
1. quando o silêncio é acompanhado de manifesta agressividade;
2. quando a má relação com os pais e professores exigir outras causas que não simplesmente a adolescência;
3. quando existam suspeitas fundadas de que o filho não anda por bons caminhos;
4. quando existam quebras do rendimento escolar.
Guardar os limites
Se bem que a recomendação seja respeitar o silêncio dos adolescentes e permitir-lhes que desenvolvam um mundo próprio, para tudo há limites, e estes devem ser devidamente estabelecidos:
- Está bem que ouçam a sua música e que adorem estar enfiados nos fones do ''walkman'', mas isto não deve ser feito à hora da refeição.
- Que não se preocupem com os irmãos nas 24 horas do dia, é normal e aceitável, mas se por uma razão especial isso for necessário, devem estar dispostos a encarregarem-se deles.
- Se caminham pela rua arrastando os pés, de tal maneira que pareça que vão desmaiar, aceite, porque é possível que tenham tido uma importante atividade física, por exemplo, na escola.
- É normal que não lhe agrade ensinar matemática à irmã mais nova, mas que o faça sem problemas ao amigo. Não é preocupante. O mesmo se passa com as obras sociais: gosta de visitar asilos, mas não se dá conta de que em casa está alguém doente. Isso é normal e está dentro dos limites, mas também é superável

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

As dificuldades entre pais e filhos....


"... Ainda somos como nossos pais..." Eles foram nossos professores!
"Ultimamente tenho-me sentido inútil como pai...", disse-me um amigo que tem problemas com o filho adolescente. "... Mas resolvi conversar com um profissional especializado no assunto num centro de saúde e senti-me realmente melhor".
Enfrentar mudanças de humor, rebelião e ira é normal no cotidiano de quem vive com filhos adolescentes, é um período "tempestuoso" da vida, quando os adolescentes estão na fase de mudança: já não são crianças por isso querem ser independentes dos pais, porém, também não são adultos.
Mas a verdade é que o comportamento de alguns adolescentes se torna tão difícil que os pais sentem que não conseguem lidar com os filhos. Pode ser ainda mais difícil nas famílias em que as crianças querem proceder como seus outros amigos, e os pais sentem que isso entra em conflito com os seus valores tradicionais.
Mas conversar com alguém que não seja da família pode ajudar - por vezes os "estranhos" conseguem ver os problemas com mais clareza. Um profissional especializado não irá resolver os problemas da família, mas poderá dar orientação sobre a maneira de lidar melhor com os filhos adolescentes.

E quais são os sintomas indicativos de que os pais precisam de ajuda?

Quando se sentem rejeitados pelos filhos, ou quando se sentem confusos e angustiados com o seu comportamento, talvez seja benéfico conversar com um "conselheiro" - talvez os pais apenas precisem que os ajudem a compreender que o comportamento dos filhos é normal nesta fase. Mas quando o comportamento parece atingir um extremo, é importante procurar ajuda.

Dois sinais de crise: Desinteresse e isolamento do adolescente.

Um problema de comportamento é, por exemplo, quando o adolescente parece distanciar-se da família e mostra-se apático por longos períodos. Embora passar tempo sozinho e distanciar-se da família seja um comportamento normal de muitos adolescentes, quando se afasta também dos seus amigos o jovem pode estar confuso e precisando de ajuda. Ou ainda quando a criança se comporta de maneira muito diferente do habitual - não estudando como de costume ou deixando de falar com os pais. É importante perguntar ao jovem a causa da mudança - mas os pais devem fazê-lo de maneira carinhosa sem mostrar que estão zangados.

Agressão física. 

Um problema mais grave é quando o adolescente agride fisicamente outros membros da família durante uma discussão, normalmente a mãe.
"Quando isso acontece os pais sentem dificuldade em falar sobre o assunto", diz Margaret Condonis, do "Adolescent Family Therapy and Mediation Service", em Parramatta na Austrália. Além de se sentirem emocionalmente feridos, os pais que foram agredidos fisicamente por um filho, pensam que devem ter falhado como pai para isso ter acontecido.
"Esse tipo de violência familiar acontece por muitas razões", diz Margaret. "Talvez o pai seja fisicamente violento ou mostra falta de respeito para com a mãe - e as crianças copiam o exemplo. Não é só os rapazes que são violentos - em quase metade das famílias que vejo, são as filhas que cometem a agressão física", completa Margaret.
"Por vezes os adolescentes violentos em casa procedem assim porque viram ou foram eles próprios vítimas de brutalidade. Mas qualquer que seja a razão há ajuda para o problema".

Ainda somos uma familia. 

Embora tenham esse comportamento, essas crianças querem o amor dos pais e querem parar de magoá-los. A sugestão de Margaret para os pais é que não respondam, nem com palavras que inspirem medo e nem usando agressão física - pois isso será um mau exemplo. Em vez de procederem assim, os pais devem expressar o que realmente sentem no coração: Uma frase bem colocada vale mais do que dez ou vinte bofetadas. Dizer qualquer coisa como: "Magoa-me quando me bates e sinto que não gostas de mim". "Farei o que for necessário para que esta agressão não se repita - mesmo que tenha que chamar a policia" (mas cumpra suas promessas, caso contrário a situação irá se agravar).
Chamar a policia pode não parecer um ato de amor, mas significa que o pai, ou a mãe, ama o seu filho o suficiente para protegê-lo do que faz - a si e a seus familiares. Caso o filho não pare agora, poderá no futuro tornar-se violento para com os seus próprios filhos ou para com o cônjuge.