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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Como acabar com o ciume do filho mais velho

Como lidar com o ciúmes do filho mais velhoCom a notícia do segundo filho, é muito comum o primogênito começar a ter um comportamento diferenciado do que tinha até hoje. Crises de ciúmes e birras podem passar a fazer parte da rotina da família, pois a insegurança pode bater no mais velho.Ele acha que vai perder espaço na vida dospais com a chegada do bebê.
Segundo a psicóloga Elaine Bet, do Viva Centro Especialidades em Saúde, toda criança se sente ameaçada com a chegada de um bebê e isso pode ser demonstrado de diversas formas. "Algumas crianças ficam desobedientes ou fazem birra, outras se tornam agressivas com os pais ou com o bebê, outras ainda regridem no comportamento, voltando a fazer xixi na cama ou a falar como bebê", exemplifica a especialista.
Para os pais, atordoados com tantas coisas para resolver até a chegada do bebê, é difícil identificar ou relacionar a mudança do comportamento ao nascimento do irmão. Porém, é preciso estar atento e ter muita paciência.
"O diálogo é o melhor caminho nessas horas, a criança deve ser avisada da gravidez desde o primeiro momento, os pais devem explicar que a família aumentará, e que estão muito felizes com isso e a criança agora assumirá o posto de irmão mais velho", salienta a psicóloga. Os pais podem também incentivar a criança a falar de seus sentimentos, explicar que o que ela está sentindo é ciúmes, e não devem jamais ridicularizar esse sentimento.
A criança deve ser incluída em tudo que for relacionado à gravidez, se possível até comparecer às consultas, ver os ultrassons, ouvir o coração do bebê, enquanto os pais explicam que com ela também foi assim e que o novo membro da família precisará de espaço dentro de casa, de berço, roupas, entre outras coisas que um recém nascido necessita.
"Assim como o bebê que está chegando é sempre presenteado, a criança também pode ser presenteada por estar sendo promovida a filho mais velho", completa a especialista.

Após o nascimento a criança pode ser incentivada a ajudar com os cuidados ao bebê, como troca de fraldas e roupas, mamadeira, empurrar o carrinho, mas sempre com a supervisão de um adulto. A colaboração deve ser prazerosa, nunca uma obrigação.
"Se possível, acho importante tanto o pai, quanto a mãe, terem um momento do dia só de dedicação ao filho mais velho. Isso ameniza muito os ciúmes e a regressão natural que acontecem diante dessa nova fase", finaliza Elaine.
Por Carmem Sanches

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O silêncio dos adolescentes.



Os pais desejam falar com os seus filhos adolescentes e saber o que pensam, sentem e fazem, mas os jovens não falam...Isto é normal?

Os pais desejam falar com os seus filhos adolescentes e saber o que pensam, sentem e fazem, mas os jovens não falam...Isto é normal?
"Às vezes sinto que falar com uma parede é mais fácil do que arrancar uma palavra ao meu filho", diz uma mãe, que logo acrescenta: "quando responde com monossílabos sinto que tivemos uma grande conversa".
Claramente, esta é a fase do silêncio. A nova forma de comunicar-se é o silêncio ou, no melhor dos casos, as frases entrecortadas. Alguns livram-se de cair nesta etapa, mas são muito poucos. Por isso, é normal encontrar tantos pais desesperados com a indolência dos seus filhos. Tomar consciência do que se trata e de por que acontece é uma boa ajuda, pois assim é possível aprender o lado positivo, que neste caso, não é pequeno.
Durante a infância as crianças estão completamente viradas para o mundo exterior, comunicam e recebem ordens sem problemas. Mas na puberdade, e fazendo isso parte de um processo absolutamente normal, começam a ter uma maior preocupação por outros aspectos de si mesmos. No início, isto toma a forma de introversão passiva, para ir progressivamente tornando-se ativa, e caracteriza-se por:
1. O jovem desvia o interesse do mundo exterior, para se concentrar cada vez mais em si próprio.
2. Procura diferenciar-se de todo o resto e, por esse motivo, rompe com a autoridade, tanto dos pais como dos professores. Procura autonomia, o que por vezes implica um período de crítica, e lhe faz perder, por exemplo, o interesse em participar nas atividades familiares.
3. Na parte final do conhecimento, cresce a fantasia, através da qual compensa as inseguranças que experimenta no mundo real. Por isso é tão difícil falar com ele: está no seu próprio mundo.
4. No campo das amizades, afasta-se dos grandes grupos e nasce a época do melhor amigo ou amigo íntimo, sem que esteja necessariamente excluída uma intensa vida social.
A conseqüência final: uma criança isolada que se torna calada e completamente egocêntrica. O objetivo: desligar-se de tudo o que é exterior para melhor conhecer a sua interioridade e se encontrar com a sua intimidade. Precisam de um certo isolamento para pensarem e refletirem acerca de quem são, das suas novas experiências e formas de sentir o mundo.
Há uma espécie de retiro e um abandonar-se a não fazer nada; podem passar um dia inteiro fechados. Quando crescem um pouco mais, o silêncio mantém-se, mas é acompanhado de uma procura de modelos com os quais se identificam, para criarem um ideal de si mesmos.
Em resumo, a filósofa Carolina Dell Oro explica que o adolescente se apercebe de que tem algo dentro de si, e quer desenvolvê-lo. É o momento em que algo nasce, e para se descobrir precisa estar só e calado.
Resgatando o silêncio
O que é mais normal com esta atitude é que os pais percam a paciência. Mas é importante que eles tomem consciência de que se trata de um processo de conhecimento. Assim, tendo em conta certos pontos, e sabendo quais são as consequências positivas, será mais fácil compreender os anos de introversão.
Para isso a psicóloga Beatriz Zegers, explica um importante ponto de partida: ''No mundo atual, as pessoas tornaram-se mais intolerantes perante os silêncios individuais. Vivemos num ambiente que é extremamente extrovertido: tudo se fala, tudo se diz e não se respeitam os momentos de silêncio, que são fundamentais para o desenvolvimento da intimidade''. Isto não significa que o adolescente corte a comunicação verbal para sempre e não tenha mais nada para contar: também há momentos em que se envolvem, e isto é normal, mas nesta fase são menos freqüentes.
E como o silêncio é o estado normal, um segundo ponto é que: "o estar calado é também uma forma de comunicação. Dão-se informações através das palavras, mas também através do silêncio, por isso, os adolescentes estão a dizer-nos alguma coisa. Nós, os pais, devemos desenvolver a habilidade de decifrar o que está acontecendo''.
O silêncio normal nesta idade é o explicado anteriormente, quer dizer, que ele tem a ver com a procura da intimidade, é uma reflexão que se exprime com a tendência ao isolamento. Este silêncio, porém, é diferente do silêncio que é acompanhado de hostilidade, ou de problemas de relacionamento com os pais, ou de baixo rendimento escolar. ''Aqui o silêncio tem outro significado: é um problema que tem de ser solucionado ''. Quanto mais áreas este silêncio comprometa, mais preocupante é.
Se o silêncio é excessivo, pois provoca uma ruptura total com os outros, isso já é negativo.
Para uma vida melhor
O silêncio reflexivo que acontece na fase da adolescência é fundamental. Beatriz Zegers afirma: ''Sem silêncio privamo-nos da possibilidade de nos ouvirmos a nós mesmos, perdemos a capacidade de desenvolver a contemplação e a meditação ''.
De fato, uma das características próprias do ser humano é a capacidade de entrar na sua própria intimidade e, segundo Carolina Dell Oro, é precisamente na adolescência que se amadurece e solidifica o mundo interior. '' A adolescência é o principio de um crescimento qualitativo, onde nasce a consciência da própria intimidade, que é fundamental para a revelação como pessoa''.
Portanto, há que deixar de pensar que esta é uma fase obscura e crítica. Pelo contrario, é o momento mais determinante da pessoa, pois é o momento no qual, em silêncio, o indivíduo examina toda a sua infância, descobre o mundo interior e prepara a sua idade adulta de maneira a saber agir no futuro, como alguém que pensa e não porque assim fazem todos.
Carolina acrescenta: '' Uma pessoa que tem um bom mundo interior age a partir de si mesmo, com menor perigo de se deixar levar por qualquer disparate. É uma criança que, sem duvida, terá uma vida melhor ''.
Como nos entendemos?
Por muito positivo que seja tudo o que surge do silêncio reflexivo, aos pais, no dia a dia, tanta impassibilidade pode pôr-lhes os cabelos em pé, sobretudo, se dão conta de que, apesar das maiores tentativas para falar com o ''semi-mudo'', não ouvem resposta nenhuma. Para não caírem em desespero e saberem como agir, Carolina Dell Oro dá algumas recomendações chave:
1. Conhecer o processo. A primeira das chaves é tomar consciência do processo que a criança está vivendo. "Ela está num momento de ajustes, está desconcertada, não se dirige, está lenta, e ter isso em conta é fundamental para não ser violento com ela e, pelo contrario, encher-se de paciência". Além disso, é importante compreender que a atividade exterior não é a única alternativa; a atividade interior também é fundamental.
2. Estar e acompanhar. Como ação concreta, o mais recomendado é a companhia. "Acompanhar e estar aí, junto deles, é a melhor forma de comunicação. Há que evitar cair na tentação de que: como não me fala deixo-o sozinho", afirma a filósofa, que acrescenta: "é um estar presente que não implica nem falar nem ralhar, mas apenas garantir que desses pensamentos que deslumbram o adolescente se obtenham bons resultados".
3. Saber esperar. A paciência vale ouro, porque para esses resultados há que esperar um pouco, respeitando o silêncio, evitando zangar-se por não haver resposta. "Tem que se ser delicado na relação com os filhos e não os aborrecermos com perguntas e com temas sem sentido. Isso não vai resultar. O melhor é criar situações de silêncio e de contato pessoal e direto, marcando sempre o limite do que é correto e permitido". Desta maneira, uma criança que sente que a respeitam, finalmente, no fim da sua adolescência, será, sem dúvida, capaz de exprimir os seus pensamentos e combinar muito bem as duas perspectivas humanas: a intimidade e a capacidade de agrupar-se com os outros.
Quando alarmar-se
1. quando o silêncio é acompanhado de manifesta agressividade;
2. quando a má relação com os pais e professores exigir outras causas que não simplesmente a adolescência;
3. quando existam suspeitas fundadas de que o filho não anda por bons caminhos;
4. quando existam quebras do rendimento escolar.
Guardar os limites
Se bem que a recomendação seja respeitar o silêncio dos adolescentes e permitir-lhes que desenvolvam um mundo próprio, para tudo há limites, e estes devem ser devidamente estabelecidos:
- Está bem que ouçam a sua música e que adorem estar enfiados nos fones do ''walkman'', mas isto não deve ser feito à hora da refeição.
- Que não se preocupem com os irmãos nas 24 horas do dia, é normal e aceitável, mas se por uma razão especial isso for necessário, devem estar dispostos a encarregarem-se deles.
- Se caminham pela rua arrastando os pés, de tal maneira que pareça que vão desmaiar, aceite, porque é possível que tenham tido uma importante atividade física, por exemplo, na escola.
- É normal que não lhe agrade ensinar matemática à irmã mais nova, mas que o faça sem problemas ao amigo. Não é preocupante. O mesmo se passa com as obras sociais: gosta de visitar asilos, mas não se dá conta de que em casa está alguém doente. Isso é normal e está dentro dos limites, mas também é superável

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

As dificuldades entre pais e filhos....


"... Ainda somos como nossos pais..." Eles foram nossos professores!
"Ultimamente tenho-me sentido inútil como pai...", disse-me um amigo que tem problemas com o filho adolescente. "... Mas resolvi conversar com um profissional especializado no assunto num centro de saúde e senti-me realmente melhor".
Enfrentar mudanças de humor, rebelião e ira é normal no cotidiano de quem vive com filhos adolescentes, é um período "tempestuoso" da vida, quando os adolescentes estão na fase de mudança: já não são crianças por isso querem ser independentes dos pais, porém, também não são adultos.
Mas a verdade é que o comportamento de alguns adolescentes se torna tão difícil que os pais sentem que não conseguem lidar com os filhos. Pode ser ainda mais difícil nas famílias em que as crianças querem proceder como seus outros amigos, e os pais sentem que isso entra em conflito com os seus valores tradicionais.
Mas conversar com alguém que não seja da família pode ajudar - por vezes os "estranhos" conseguem ver os problemas com mais clareza. Um profissional especializado não irá resolver os problemas da família, mas poderá dar orientação sobre a maneira de lidar melhor com os filhos adolescentes.

E quais são os sintomas indicativos de que os pais precisam de ajuda?

Quando se sentem rejeitados pelos filhos, ou quando se sentem confusos e angustiados com o seu comportamento, talvez seja benéfico conversar com um "conselheiro" - talvez os pais apenas precisem que os ajudem a compreender que o comportamento dos filhos é normal nesta fase. Mas quando o comportamento parece atingir um extremo, é importante procurar ajuda.

Dois sinais de crise: Desinteresse e isolamento do adolescente.

Um problema de comportamento é, por exemplo, quando o adolescente parece distanciar-se da família e mostra-se apático por longos períodos. Embora passar tempo sozinho e distanciar-se da família seja um comportamento normal de muitos adolescentes, quando se afasta também dos seus amigos o jovem pode estar confuso e precisando de ajuda. Ou ainda quando a criança se comporta de maneira muito diferente do habitual - não estudando como de costume ou deixando de falar com os pais. É importante perguntar ao jovem a causa da mudança - mas os pais devem fazê-lo de maneira carinhosa sem mostrar que estão zangados.

Agressão física. 

Um problema mais grave é quando o adolescente agride fisicamente outros membros da família durante uma discussão, normalmente a mãe.
"Quando isso acontece os pais sentem dificuldade em falar sobre o assunto", diz Margaret Condonis, do "Adolescent Family Therapy and Mediation Service", em Parramatta na Austrália. Além de se sentirem emocionalmente feridos, os pais que foram agredidos fisicamente por um filho, pensam que devem ter falhado como pai para isso ter acontecido.
"Esse tipo de violência familiar acontece por muitas razões", diz Margaret. "Talvez o pai seja fisicamente violento ou mostra falta de respeito para com a mãe - e as crianças copiam o exemplo. Não é só os rapazes que são violentos - em quase metade das famílias que vejo, são as filhas que cometem a agressão física", completa Margaret.
"Por vezes os adolescentes violentos em casa procedem assim porque viram ou foram eles próprios vítimas de brutalidade. Mas qualquer que seja a razão há ajuda para o problema".

Ainda somos uma familia. 

Embora tenham esse comportamento, essas crianças querem o amor dos pais e querem parar de magoá-los. A sugestão de Margaret para os pais é que não respondam, nem com palavras que inspirem medo e nem usando agressão física - pois isso será um mau exemplo. Em vez de procederem assim, os pais devem expressar o que realmente sentem no coração: Uma frase bem colocada vale mais do que dez ou vinte bofetadas. Dizer qualquer coisa como: "Magoa-me quando me bates e sinto que não gostas de mim". "Farei o que for necessário para que esta agressão não se repita - mesmo que tenha que chamar a policia" (mas cumpra suas promessas, caso contrário a situação irá se agravar).
Chamar a policia pode não parecer um ato de amor, mas significa que o pai, ou a mãe, ama o seu filho o suficiente para protegê-lo do que faz - a si e a seus familiares. Caso o filho não pare agora, poderá no futuro tornar-se violento para com os seus próprios filhos ou para com o cônjuge.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os Pais na Prevenção ao Uso de DROGAS

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Existem adolescentes cujos pais só descobrem que estão usando drogas depois de um ou dois anos. É preciso falar muito sobre drogas, mas o mais importante é o posicionamento perante o assunto, ou seja, os valores pessoais, familiares, sociais e até religiosos, caso o adolescente seja religioso. O essencial é conhecer os valores do filho, para conduzir adequadamente a conversa. É necessário evidenciar os prejuízos que as drogas provocam, sobretudo do ponto de vista do jovem. Quanto mais se conhece um problema, mais condições se tem de enfrentá-lo.
O uso de drogas pode representar um período crítico para a família e desestabilizar sua rotina. Se não forem, portanto, compreendidos e trabalhados os motivos dessa crise, dificilmente a família vai conseguir superá-la. Faz parte da filosofia educativa familiar alguns pontos que merecem reflexões mais profundas e que podem ajudar no combate ou na prevenção de conflitos:
· Preservação da autoridade dos pais, considerando que pais são pais e filhos são filhos. Não é possível uma boa educação se existir confusão de papéis. Trata-se de autoridade, não de autoritarismo ou abuso de poder econômico, físico e mental. Com autoridade se estabelecem limites e compromissos, ao mesmo tempo que se ama os filhos, provendo-os nas suas necessidades.
· Estabelecimento e execução de padrões comportamentais para o bom andamento coletivo da família, sem massacrar nenhum dos integrantes.
· Responsabilidade em se cuidar e, em vez de agredir e rejeitar, cuidar daquele que mais precisar de ajuda.
· Respeito à individualidade de cada um, privilegiando e exercitando os pontos positivos e não criticando os negativos. Ninguém é igual a ninguém, e as características individuais devem ser preservadas.
· Cobrança dos integrantes familiares em relação aos compromissos assumidos. Todos devem ter suas funções, e cada um deve desempenhá-las dando o melhor de si. A irresponsabilidade de um não deve sufocar o outro. O filho, arrumando seu quarto, não sobrecarrega a mãe, por exemplo.
· Responsabilidade com os remédios, que precisam ser tomados quando (e somente quando) receitados pelo médico para tratamento de doenças, sobretudo os tranqüilizantes, soníferos e remédios de regime. À mãe cabe dar o xarope porque a criança está com tosse, e não porque é gostoso. Crianças que tomam remédios porque é gostoso podem, futuramente, drogar-se porque também é gostoso.
· Mudanças nas regras da privacidade quando houver suspeita do uso de drogas. É mais saudável romper a privacidade e enfrentar o problema, em vez de ignorar o que de fato está acontecendo. Nessas condições, os pais têm o direito e o dever de “invadir o espaço” de seus filhos para preservar-lhes a saúde, pois, raramente, um filho admite a seu pai ou mãe que está usando drogas. Vale, então, revistar o quarto do rapaz, a bolsa ou a agenda da menina; o que não vale é usar a droga como pretexto para vasculhar a vida dos filhos.
· Cuidado redobrado quando se mora em condomínios. Os jovens costumam usar esse território particular como refúgio para se drogar. Acham que estão livres dos pais e da polícia.
No entanto, quando o filho já se envolveu com drogas, é importante partir para a prevenção secundária, isto é, impedir o progresso do uso de drogas e tratar suas complicações. Nessa fase, é preciso buscar ajuda de pessoas especialmente preparadas, como psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, integrantes ativos de grupos anônimos de mútua ajuda, como NARCÓTICOS ANÔNIMOS, ALCOÓLATRAS ANÔNIMOS ou AMOREXIGENTE.
Quem está realmente interessado em resolver o problema, vai, com certeza, encontrar uma opção. Renunciar ao tratamento por não encontrar quem o trate, é comodismo e acomodação. Como a prevenção secundária é ativa quando já falhou a primária, é pouco provável que a família consiga algum resultado se se propuser a cuidar sozinha do próprio filho nesta fase. Mesmo porque o desajuste pode estar na família, sendo o drogado nada mais que o sintoma mais aparente desse desajuste. Normalmente, a família e o drogado necessitam de ajuda simultânea, e os tratamentos desse tipo são muito mais eficientes.
Sinais do consumo de drogas
Os pais podem perceber sinais que indicam a tendência de que seus filhos estão consumindo drogas. Não se pode esquecer que alguns destes comportamentos são próprios da adolescência! Entretanto, devemos ficar atentos se observarmos em nossos filhos estas mudanças:
• Trocar de amigos.
• Adotar novas maneiras de comportar-se e de falar.
• Não levar os novos amigos para casa.
• Mudar a maneira de vestir e o tipo de música.
• Afastar-se da família e dos velhos amigos.
• Mudar o horário de chegar em casa.
• Perder o interesse do que fazia antes.
• Mudar a personalidade (irritado, indiferente, apático).
• Cair seu rendimento escolar.
• Dormir muito ou quase nada.
• Pouco interesse pelos estudos e passatempos sadios.
• Tornar-se mentiroso, evasivo e manipulador.
As mudanças repentinas no modo de agir dos filhos devem despertar a atenção dos pais.
Alguns indícios do consumo de drogas:
• Se, entre os pertences ou roupas do adolescente, aparecem pastilhas, resíduos de folhas, sementes, papel para fazer cigarros de maconha ou cachimbos para fumar.
• Odor de incenso ou outra fragrância para despistar.
• Olhos avermelhados, pupilas dilatadas (menina dos olhos).
• Risadas sem causas aparentes.
• Comportamento agitado.
• Apatia, desencanto, desânimo, desassossego.
• Tosse intensa.
• Esquecimentos, falta de atenção e concentração.
• Furto de dinheiro e objetos em casa.
• Posse de muito dinheiro e objetos caros (Origem duvidosa).
• Dificuldade para falar, balbuciar.
• Mania de perseguição.
• Isolamento.
• Falta ou Excesso de apetite
• Náuseas, Vômitos, Diarréia, Tremores
• Descobrir em tempo o consumo de drogas pode evitar que o jovem caia num abismo, do qual talvez nunca possa sair.
Descobrir em tempo o consumo de drogas pode evitar que o jovem caia num abismo, do qual talvez nunca possa sair.
Como agir se descobrir que seu filho está usando drogas:
Uma intervenção dos pais na hora certa e da maneira adequada pode evitar que seus filhos se tornem usuários, porém também uma intervenção pode empurrá-los ainda mais para as drogas.
Se você comprovar que seu filho usa drogas, o melhor é…
• Enfrentar o problema e não o negar.
• Controlar sua raiva e ressentimentos.
• Não agredir seu filho nem por palavras (maconheiro, vagabundo, marginal, inútil) nem por ações.
• Dialogar com ele abertamente sobre como chegou a isso. Não se violente por nenhum tipo de resposta que seu filho lhe dê.
• Demonstrar claramente seu desejo de ajudá-lo a sair do problema e que o problema é dos dois. Manter um clima de afeto e compreensão mas sem transigir com as drogas.
• Procurar orientação e ajuda especializada em tratamento de drogas.
Fonte: ONG Brasil Sem Grades

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Vai ai algumas dicas para melhorar o relacionamento entre pais e filhos...

 Respeito o espaço do filho Conheça o que ele gosta e o que não gosta agora. Antigamente, ele adorava que você o buscasse na escola com um pirulito na mão, o abraçasse na frente dos amigos. Hoje, ele odeia. Então respeite a mudança. É natural.

- Converse olho no olho
Isso nunca é demais. Ele chegou em casa e se trancou no quarto? Então, espere o momento certo para depois chegar pertinho dele. Não acredite que ele vá querer sentar com você e ficar horas falando do que sente. Essas conversas são mais indicadas durante um programa que vocês façam juntos (indo ao shopping, andando de bicicleta, tomando um sorvete...). Invente algo que aproxime vocês e que faça com que ele se abra sem nem perceber que está fazendo isso.

- Mude a forma de tratamento
Se antes ele era seu bebezinho, "o amor da mamãe", agora ele não vai querer que você fale assim. Então, fale de uma forma mais adulta com ele.

- Entenda o pré-adolescente
O humor dele muda de uma hora para outra, né? Ele pede carinho, beijinho, colo e, no momento seguinte, se tranca no quarto. "Essas oscilações são perfeitamente normais, tenha tranquilidade para respeitar cada um desses momentos", diz Daniela.

- Fale de sexo sem medo, mas fale também de amor!
O ideal é entrar no assunto "sexo" de acordo com a curiosidade do seu filho. Procure falar de sexo sempre como algo ligado à vida afetiva de um casal e à existência do amor. "A maioria dos pais se preocupa apenas em dar as respostas sexuais mais 'técnicas', mas é preciso sempre falar sobre a qualidade de um relacionamento entre um homem e uma mulher, ou seja, falar de amor, respeito e lealdade também é algo muito valioso", ensina Daniela.

- Ensine-o a perder o medo de dizer não A vontade de ser aceito pelo grupo faz com que muitos pré-adolescentes não consigam dizer não. Aceitar drogas só por medo de dizer não é grave! Não querer desagradar o outro pode comprometer a vida de seu filho para sempre. Ensine-o que é melhor dizer não e ser firme em suas decisões do que aceitar tudo e ser visto como "maria-vai-com-as-outras".

- Não fala cobranças logo pela manhã
Durante a noite, o pré-adolescente tem várias alterações hormonais. Por isso, ele pode ter muitos pesadelos e é normal que acorde com um certo mau humor. Respeite esse momento e evite puxar papo ou cobrar muitas tarefas logo nas primeiras horas do dia.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano novo encrenca nova

Meu filho chegou me dizendo que os amigos dele iriam ficar na rua passeando ,resumindo;andando de um lado pro outro.
Infelizmente nos dias de hoje não podemos deixar nossos filhos soltos,então tentei achar um meio termo para que ele não ficasse com raiva eu pra mim não ficar com medo de ele sair e não voltar.
Mas nem sempre oque é bom pra nós é pra eles.
No final deixei ele até as onze com os amigos na rua de casa.Quando ele voltou ficou até meia noite e pouco em casa e ai pedi pra minha irmã mais velha levar ele pra cumprimentar os amigos tudo resolvido
pra  mim.Ele disse que não é mais criança,mas pra mim sempre será rs....

domingo, 11 de dezembro de 2011

Depois do susto vai ai uma dicas.


 Qual é a época ideal para o adolescente começar a namorar é a pergunta que muitos pais e alguns adolescentes fazem diariamente nos consultórios.

Segundo Terezinha Cruz, presidente do Comitê de Adolescência da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), o namoro é resultante de uma série de modificações físicas e intrapsíquicas e faz parte de mais uma etapa da vida dos jovens. "É um momento de experimentação, de treino, que o adolescente passa entre a fase da infância, quando recebe passivamente o afeto, e a fase adulta, de envolvimento afetivo-sexual. Idade exata para se iniciar um relacionamento não existe. O ideal é que, no próprio contexto familiar, se aprenda a respeitar o outro, a tolerar as diferenças, a valorizar a vida e as pessoas" , diz ela.

"É essencial ter abertura e disponibilidade interna para compreender como vivem suas sexualidades, ouvi-los, trocar opiniões e inclusive relembrar como foi na sua adolescência essa experiência do primeiro beijo, primeiro namoro, as reações dos avós do adolescente e até,quem sabe, conversar sobre isso com o filho", acrescenta a médica.

O importante mesmo não é só conversar sobre o que é sexo, contracepção ou DST. É, também, sobre respeito e responsabilidade consigo mesmo e com o outro, amor, sexualidade, ou seja, "trabalhar a auto-estima dos jovens para que consigam entender e controlar seus impulsos sexuais, que com a maturação sexual biológica da adolescência são reativados", indica Terezinha. A médica afirma, ainda, que o adolescente deve entender que precisa de maturidade emocional/intelectual, e não só biológica, para chegar a uma sexualidade mais responsável.

Os pais devem lembrar que fazem parte das características do desenvolvimento emocional dos adolescentes as grandes paixões, mas que elas são frágeis e inconstantes, "levando os jovens a viver o que chamamos de monogamia seriada, até conseguirem estar em uma etapa mais tardia da adolescência quando já definiram sua identidade. Se não receberem orientação podem tornar-se meros consumidores de corpos em vez de partilharem afeto e prazer" , explica Terezinha Cruz.

Muitas famílias têm dificuldade de manter essa relação aberta com os jovens em relação às questões que envolvem a sexualidade e "é aí, então, que a escola, serviços de saúde e outros podem e devem ajudar nessa orientação e servir de ponte entre os jovens e a família", sugere a presidente do Comitê de Adolescência da Soperj.

Terezinha Cruz lembra que há alguns anos nossa sociedade assistia a uma forma de comportamento amoroso constituída por fases como flerte, namoro, noivado e casamento. "Atualmente, ficar é um comportamento muito adotado, onde o que vale é o aqui e o agora, o prazer imediato, sem vínculos, a fase exploratória, de experimentação". Ficar, embora possa envolver intimidade, parece ser um estágio para quem está começando a exercer a sexualidade. "Com a maturidade, as escolhas devem tornar-se mais profundas, onde a afetividade e o respeito pelo outro são levados mais em conta do que os aspectos físicos (sexual e estético)", garante a médica.

Nos diálogos em família é importante mostrar aos adolescentes que eles merecem investimento. Seguem algumas dicas para quem quer estar em sintonia com os filhos: conversar com os adolescentes sempre que solicitarem; estimular perguntas e conversação sobre todos os temas, aproveitando debates polêmicos dos programas de TV; saber ouvir a todo momento, mantendo aberto o canal de diálogo; "e acima de tudo ser humilde e assumir que não sabe, mas que vai procurar a resposta", finaliza Terezinha Cruz.